NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Até que enfim o presidente Jair Bolsonaro conseguiu um nome de consenso para o “centrão” e a ala militar, destinado ao Ministério da Educação.

Milton Ribeiro é pastor da Igreja Presbiteriana e foi Vice-Reitor da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Até o momento, sua competência e atributos intelectuais não foram contestados, mas certa polêmica já foi lançada em relação ao seu nome, por conta de frases que teria dito em cultos, conforme noticiado pela imprensa. Atribui-se a ele um perfil excessivamente conservador, o que se coaduna com a sua formação e histórico de vida.

O Ministério da Educação precisa delinear um perfil inovador, atrativo e aglutinador para a educação no Brasil. Se houver diretrizes excludentes, sob vários aspectos, isso somente aprofundará o caos em que vivemos na área.

Um norte seguro, com pés no chão e olhos para o futuro, abrindo espaço para o uso de novas plataformas tecnológicas, é essencial ao ensino, independente do nível. A pandemia nos tem mostrado que a maioria dos professores não têm formação ou aptidão para ministrar aulas por meio digital, o que é um grave impeditivo da ampliação do alcance do ensino no país.

Se o novo ministro levar para o ministério gestores do setor, é possível que alguma mudança efetiva ocorra em curto espaço de tempo. Se trabalhar tendo em mente a diversidade cultural, religiosa e étnica do país, buscando imparcialidade nas ações, as chances de sucesso aumentam sensivelmente. Ficam os votos, como bom brasileiro, de boa sorte.

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Author: José Vieira

Jornalista, Diretor da Associação Paulista de Imprensa - API, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, MBA em Gestão Pública, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH

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