CIDADÃO ESPANCADO EM LOJA DA REDE CARREFOUR

Não estivéssemos no mês e dia da Consciência Negra, talvez não tivesse um significado tão expressivo quanto o que adquiriu.

O espancamento até a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, em uma das lojas da Rede Carrefour, na zona norte de Porto Alegre, é mais uma aberração em um país que, demagogicamente defende uma pauta de costumes.

Causa estranheza que, às vésperas do Dia da Consciência Negra, uma atitude tão violenta tenha sido adotada num estado do sul do Brasil, região que concentra o maior número de simpatizantes neonazistas do país, segundo levantamentos da imprensa.

As circunstâncias que geraram o fato ainda são desconhecidas, conforme informações obtidas da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP, de Porto Alegre/RS, porém indicam que houve um provável desentendimento entre o morto e fiscais do supermercado.

Perícia inicial realizada pelo Instituto Geral de Perícias – IGP/RS, revela que a morte de João Alberto se deu por asfixia.

As imagens chocam e impressionam, justamente porque, historicamente, esse tipo de comportamento é o que os grupos extremistas gostam de adotar para intimidar.

Em que pese um policial militar temporário e um segurança do local tenham sido presos em flagrante delito como autores da barbárie, não se descarta a participação de mais pessoas.

Por mais que a 2ª DHPP de Porto Alegre informe o contrário, que não é caso de racismo, a coincidência é brutal entre a data festiva de 20 de novembro e o espancamento, um dia antes, de um homem negro numa rede famosa de supermercados.

Esse tipo de fato mostra para o mundo que o Brasil não é, infelizmente, a terra dos sonhos que muitos imaginam: pacífica, sem discriminação e acolhedora. Com essa falsa idéia vários turistas já foram mortos e cidadãos brasileiros sacrificados de forma torpe. No quesito segurança pública, o país parece uma nau sem rumo.

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Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

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