BRASIL: DIPLOMACIA IDEOLÓGICA, DESASTROSA E GENOCIDA

Imagem: jornal/site Folha de São Paulo

Distanciamento adotado pelo governo brasileiro aprofunda os efeitos catastróficos da pandemia e gera responsabilidade presidencial, ainda que indiretamente.

Após várias ofensas ao governo chinês e descaso em relação à Índia, o brasil amarga a falta de insumos para a produção da vacina Coronavac, e a dificuldade para o recebimento do material indiano.

Inacreditável, porém, previsível, a situação brasileira.

Com um governo totalmente perdido e vendado por posições ideológicas anacrônicas, os brasileiros padecem e morrem, por enquanto, no que concerne à Saúde.

A continuar dessa forma, as relações comerciais logo serão afetadas, e o problema será muito mais sério e de difícil solução, mantidos os atuais atores políticos brasileiros.

Com o reposicionamento ideologico dos EUA, graças à posse de Joe Biden, é claro que a tendência política mundial mudará. Serão reforçados valores esquecidos e mutilados na era Trump, como o respeito à diversidade, o combate ao racismo, o cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, além de maior atenção e combate à pobreza.

Ou seja, tudo aquilo que o governo brasileiro apoiou, direta ou indiretamente, caiu por terra.

A única ideologia válida é a da unidade, da solidariedade e do respeito às pessoas, com todas as suas diferenças.

Bem diferente do que acontece aqui, com a manutenção do posicionamento absurdo do Chanceler Ernesto Araújo, que entende como positiva a eventual condição de pária mundial para o país. Lamentável.

Desse jeito o governo está, a cada dia, pavimentando o caminho para que um eventual processo de impeachment seja deflagrado, a bem do país.

Ninguém com juízo deseja isso, mas se este for o preço para salvar o que resta de bom conceito internacional do Brasil, garantir vidas no país, e devolver o equilíbrio e a sanidade ao governo, que assim seja.

Texto longo, mas necessário.

Aqui você já sabe: virou notícia, Brasil Comenta.

Share and Enjoy !

Shares

Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

2 thoughts on “BRASIL: DIPLOMACIA IDEOLÓGICA, DESASTROSA E GENOCIDA

  1. Prezado José Vieira, o COVID se transformou num rendoso negócio demagógico internacional. A indústria farmacêutica, de olhos de vidro, sem expressar emoção alguma, em conluio com ala reles da classe politica, esfrega as mãos. A fome é, disparadamente, causa maior sofrimento e mortes. Mas, o aríete da imprensa, alimentada pela grana da publicidade, só golpeia COVID de manhã, tarde e noite, que surte efeito nas massas de manobra, que contribuem com ridículos panelaços e FORA BOLSONARO.

    O distanciamento de metro e meio, dito seguro, só se observa em bancos, supermercados, etc, mas nos transportes públicos, o distanciamento é o do *sardinha em lata.* Vergonhoso. Duro de engolir. Não desce.

    Não se observa regras cumpridas entre moradores de rua, que aumentou pela imposição do lockdown por quebra dos comerciantes com extinção de postos de trabalho. Estão amontoados sob maquises, viadutos, fétidos em situação pra lá de sub humana.

    E o que dizer do choro-teatro de *Calcinha Apertada*? E daquela *”vacinação”* seca da enfermeira, Secretária da Saúde?

    Mas, o foco mesmo é o impeachment do Presidente, pelos abstêmios da grana da propina que o Presidente estancou no âmbito federal. O mesmo não se pode dizer dos Estados e Municípios pelos desvios bilionários da saúde.

    1. Prezado José Roberto, boa noite!

      Concordo com o fato de que tudo o que se refere à COVID-19 está sendo bem explorado pela mídia. Afinal, mortes sensibilizam, impressionam ou excitam, desde os tempos de Roma.

      Moradores de rua não são exemplo ou regra a seguir, pois aqueles que efetivamente transmitem a doença não se aproximam deles nas ruas. Assim, criou-se um grupo de excluídos do contágio, privilegiado pelo costumeiro e efetivo distanciamento social dispensado aos miseráveis.

      O transporte público é risível, já que deveriam ser colocados mais ônibus em circulação, e não o que algumas cidades fazem, reduzir o número de veículos, aumentando a aglomeração dentro deles.

      Quanto ao impedimento do presidente, nenhum fato é inventado ou fruto da imaginação.
      A postura deste presidente tem sido deplorável desde o início com imensa dose de egocentrismo, demagogia e populismo.
      Que se reflita sobre a sua pauta de costumes, pensando no comportamento dos filhos; que se observe a sua postura diante das recomendações científicas para a contenção da pandemia; observe-se a falta de competência na gestão pública pela falta ou atraso, tanto da aprovação de vacinas, como da aquisição de insumos.
      Por fim, veja o número de mortos e a repercussão da desgraça que se abateu do sobre Manaus, cidade cuja situação, ao que parece, foi negligenciada pelo governo federal.

      Quanto ao chamado “calcinha apertada”, este foi muito mais homem do que todo o governo feferal junto: logo no início da pandemia se cercou de especialistas; captou recursos e os investiu no combate à doença e no tratamento das pessoas; não disse que o problema se resumia a uma “gripezinha”. Atacou a questão de frente e conseguiu produzir a única vacina utilizada no território nacional.
      Enquanto isso, o governo tenta se explicar quanto ao fracasso retumbante de tudo o que pregou ou fez.

      Caro José Roberto, se houver provas de que o presidente cometeu crime de responsabilidade, faça-se justiça.

      Todos somos responsáveis pelos nossos atos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *