PRÉ-SAL: O SONHO QUE PODE VIRAR PESADELO

Há aproximadamente dezesseis anos o chamado “pré-sal” era descoberto no Brasil. Uma região profunda do subsolo do país riquíssima em petróleo, que representaria a autosuficiência brasileira no setor de combustíveis fósseis e gás natural.

No entanto, com os graves distúrbios ocorridos no plano ambiental, os países mais desenvolvidos têm firmado agenda para o fim do uso de combustíveis fósseis na Europa, o que ocorreria em 2032.

Neste caso, as reservas brasileiras do pré-sal, que até então representam uma riqueza quase incontável, passam a ser um “bode na sala” caso o seu uso seja estimulado pelo governo, em afronta direta à consolidada tendência mundial do uso de energias renováveis e não poluentes. É incrível como um país que conseguiu popularizar o etanol como combustível não poluente não tomou a vanguarda na busca desse tipo de energia limpa, se valendo das condições naturais do seu território.

Parece que os governos são alvo de um “karma de incompetência e falta de visão” nesse setor, o que tem impedido o desenvolvimento de projetos e de políticas públicas eficazes para baratear e aumentar o uso de energia limpa em território nacional.

O uso das energias eólica, solar e do gás (seja natural ou do lixo) tem espaço de sobra para ser ampliado no país, sobretudo com o barateamento dos insumos necessários à construção dos equipamentos e otimização da logística de distribuição da energia produzida.

Um país que possui universidades de excelência reconhecida mundialmente não pode ser tão retrógrado como tem sido no emprego dessa capacidade para auxiliar o setor energético. Resta saber se o governo brasileiro acordará para a realidade apenas quando o mundo recusar, por completo, o uso dos combustíveis fósseis.

Share and Enjoy !

Shares

Author: José Vieira

Jornalista/Articulista, bacharel em Direito(aprovado na OAB), servidor público, professor do Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, pós graduado em Direito da Comunicação Digital, com MBA em Gestão Pública,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *